Canções diversas 12: PÁSSAROS DE ONTEM, PÁSSAROS DE HOJE.
 
Matei meus sonhos
e fantasias,
mas continuo
sempre a sofrer.
Que os sonhos morrem,
mas não os desejos.

Debilitei
meu coração
mas ele, impune,
sempre a bater.
Que os sonhos morrem,
mas não os desejos.

Eu quis encher-me
de proteção,
mas essa febre,
sempre a crescer.
Que os sonhos morrem,
mas não os desejos.

Oco de sonhos
de dores frias,
não mais consigo 
me defender.
Se a sonhos mortos
não os desejo,
desejos vivos
não sei conter.
 
Curitiba, 09.06.82.

Atualizado em ( 19 - 05 - 2014 19:49 )