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Descrição

Este saite está em constante construção; contém: Projeto Gil Vicente, 44 peças, com resumos, comentários e canções que fiz para as peças (Português, Esperanto); Dante Alighieri - Vita Nova, canções que fiz para os 31 poemas do livro Vita Nova (italiano); Traduções e Adaptações (inclui O Corvo, de Poe), Conta outra Vó (histórias infantis, Português, Esperanto); Peças para fantoches; Trilogia Cética; Canções Infantis Brasileiras em Esperanto. A Espécie Humana (romance), O Dia sem Nome (romance), Apolo e Jacinto (romance). A intenção é alimentá-lo semanalmente./ Ĉi paĝo konstante ricevas ion; Ĝis nun: Projekto Gil Vicente (Portugale, Esperante) kun resumoj, komentarioj kaj kanzonoj, kiujn mi verkis por la teatraĵoj; Dante Alighieri, Vita Nova, kanzonoj por la 31 poemoj de la libro Vita Nova (itale); Tradukaĵoj kaj adaptaĵoj (Portugale); Teatraĵoj por pupteatro (Portugale); Rakontu alian anjo (infanaj rakontoj, Portugale/Esperanto); Skeptika Trilogio (Portugale/Esperanto); Brazilaj Infanaj Kanzonoj. La Homa Specio (romano, Portugale, Esperante), La Tago sen Nomo (romano, Portugale, Esperante), Apolono kaj Hiakinto (romano, Portugale, Esperante) Mi intencas aldoni ion ĉiusemajne.

canção 02. senzala e casa grande

A ditadura da imoralidade 01. Senzala e Casa Grande



SENZALA

Mãe, tem um buraco
perto da esteira,
não posso dormir
dessa maneira.
Meu filho, meu filho,
acorde não,
já foi abolida
a escravidão.

Mãe, não vou à escola,
já estou cansado.
Eu nunca sei nada,
Sempre atrasado.
Meu filho, meu filho,
desista não,
Já foi abolida
a escravidão.

Mãe, aquele guarda
tomou meu dinheiro
depois de chamar-me
arruaceiro.
Meu filho, meu filho,
não ligue não,
Já foi abolida
a escravidão.

Mãe, frio e fome
e esse cansaço,
Só querem que a gente
vire palhaço.
Meu filho, meu filho,
fale isso não,
Já foi abolida
a escravidão.

Mãe, penso que alguém
vai me dedar,
e eu acho que o tira
quer me apagar.
Meu filho, meu filho,
não tema, não,
Já foi abolida
a escravidão.

Mãe, se me procuram
eu não estou,
e nem sei dizer,
pra onde vou.
Meu filho, meu filho,
não fuja, não,
Já foi abolida
a escravidão.

Mão, falta coragem
pra te escrever,
aqui é horrível,
precisa ver.
Meu filho, meu filho,
não sofra não,
Já foi abolida
a escravidão.

Mãe, quando eu sair
eu não sei, não,
Pois tenho aprendido
cá na prisão.
Meu filho, meu filho,
não chore não,
Já foi abolida
a escravidão.

Mãe, você não vai
mais me rever,
Já foi resolvido,
vão me abater.
Meu filho, meu filho,
não morra não,
Já foi abolida
a escravidão.

Mãe, sangue, jornal,
e o chão lavado,
O dever cumprido,
tudo acabado.
Meu filho, meu filho,
me deixe não,
Já foi abolida
a escravidão.


CASA GRANDE

A casa está suja e feia,
Quebrado foi o portão.
Vazia a mesa da ceia,
O pão e o vinho no chão.

Os quartos não têm mais portas,
Em cada aposento, um cão.
Nos jarros, as flores mortas.
E os livros lá no porão.

Vassouras aposentadas
Quebrado está o escovão.
Em seu lugar, levantadas,
As armas da corrupção.

Mas nossa casa é esta.
Não adianta fingir
Que não existe a afronta.
Se a gente não protesta,
Ou não quer reagir
Eles vão tomar conta.

Nos cantos, ratos e aranhas,
E ninhos de escorpião.
E cobras de muitas manhas
Gozando da usurpação.

Areia, poeira, chuva,
Dor, fome, contravenção.
De negro, qual uma viúva,
A casa é um refúgio vão.

A vergonha foi calada.
E no Poder, o Aleijão.
Ferida e desrespeitada,
A virgem Constituição.

Mas nossa casa é esta.
Não adianta fingir
Que não existe a afronta.
Se a gente não protesta,
Ou não quer reagir
Eles vão tomar conta.


Curitiba, 30.09.1977

Atualizado em ( 01 - 02 - 2014 11:26 )

 

samhufo kaj la morto

SAMHUFO KAJ LA MORTO

Noto: Ĉi tiu teksto gajnis la unuan premion en la Belarta Konkurso de Universala Esperanto-Asocio por la jaro 2003, branĉo teatraĵo.

SAMHUFO: (Venas) Saluton, gesinjoroj! Mi estas Samhufo. Mi serĉas mian hundon. Atentu vi, ĉar li pisas sur tiun, kiu portas nigran pantalonon. Li estas miopa. Dik! Dik! Dik estas la moknomo. Ĝia nomo estas pli bela: Diktatoro! Kaligulo havis ĉevalan konsulon, mi havas hundan diktatoron, kiu, nune, estas pli grava. Ĉar la nomo estas tro longa, mi vokas ĝin Dik. Dik! Kie vi estas? Vere, mi serĉos ĝin alie, ne ĉi tie, ĉar... tiuj estas la muroj de la tombejo kaj... bone... mi tute ne timas... estas nur antaŭzorgo! Ĝis revido! (Foriras)
MORTO: (Venas) Saluton, gesinjoroj! Mi estas la Morto. Mi tenas enmane la potencan falĉilon, per kiu mi falĉas la vivulojn, kvazaŭ tritiktigojn. Tiel! Mi tranĉas la gorĝojn de la efemeraj mortontoj kaj... adiaŭ! neutilaj, malŝatindaj vivetoj. Mi venas por trovi iun... Iu Samhufo. Konsultinte la infinita libro de la Destino, mi trovis lian nomon. Samhufo. Ĉu vi vidis lin ĉi tie? Mi scias ke li kutimas viziti tiujn ĉirkaŭaĵojn ĉi. Mi serĉos lin. (Foriras. Venas Samhufo).
SAMHUFO: Mi ne sukcesis trovi la hundon. Dik! Dik! Kaj granda malagrablaĵo estas tiu muro... do... mi ne timas... sed... tiu loko ĉi... tia  mallumego... (Venas Dik) Ho, infera hundo! Finfine! Ĉi tien, Diktatoro! Kial vi malaperis?
DIK: Vaŭvaŭvaŭ!
SAMHUFO: Vi promenadis, ĉu?
DIK: Vaŭ!
SAMHUFO: Bone. Sed nun, mi bezonas favoron.
DIK: Vaŭvaŭvaŭ! Vaŭvaŭ! Vaŭ!
SAMHUFO: Unue, ni devas iri tien. Tiu loko ĉi estas tre varma...tamen mi frostotremas. (Oni longe kaj laŭte ĝemas. Dik saltas sur la bruston de Samhufo) Kion vi timas? Estu vera masklo, ina hundaĉo! Estu vera viro, timulo! (Dik forkuras. Denove oni ĝemas) Kion mi devas fari? Ho, per ĉiuj Sanktuloj! Mi ja diris ke ĉi-tiu loko estas danĝera. (Denove oni ĝemas) Kiun Sanktulo mi devas alpreĝi? (Li tremas) Feliĉe ke mi ne estas timema. Kontraŭe, mi ektremus. (Denove oni ĝemas) Mi pensas ke estas ĝemanta fantomo. Mi parolos al li. Kiu vi estas? (Silento) Ŝajne li ne aŭskultis min. Kiu vi estas? (Silento) Per Babelturo. Mi memoras nun, fantomoj ne havas orelojn kaj strange parolas. Mi devas laŭte paroli fantoman lingvon. Ho, respekteginda aŭtoro de tiaj ĝemoj. Kiu estas Via Moŝto?
VOĈO: Mi estas mi...i...i...! (Samhufo tremas ankoraŭ pli)

Atualizado em ( 25 - 05 - 2018 21:24 )

legu pli

 

gil vicente 10. auto da sibila cassandra

Gil Vicente. AUTO DA SIBILA CASSANDRA (1511)

                                 cassandra

Resumo: Cassandra é cortejada pelo pastor Salomão mas não quer se casar. Ela fala sobre o lado desagradável do casamento: as mulheres são cativas, os homens são ciumentos ou conquistadores; um purgatório. Salomão traz três camponesas, Eritrea, Ciméria e Peresica (Pérsica), tias da moça, para que a convençam. A seguir vêm os tios Esaias, Moyses e Abrahão. Moises fala que o casamento é um sacramento e as camponesas, que têm os nomes das Sibilas, apresentam as profecias sobre a Virgem. Cassandra diz a todos que também profetizou que o Salvador nascerá de uma virgem e ela presume ser esta virgem. Abrem-se cortinas e surge o presépio. Anjos cantam uma cantiga de ninar. Cada um dos presentes dirige-se ao menino e à Virgem, em adoração. Cassandra pele perdão a Maria. Cantam um hino à Virgem e um hino bélico.


GV022. Cassandra
Dicen que me case yo;
No quiero marido, no.

Mas quiero vivir segura
Nesta sierra á mi soltura,
Que no estar en ventura
Si casaré bien ó no.
Dicen que me case yo;
No quiero marido, no.

Madre, no seré casada,
Por no ver vida cansada,
Ó quizá mal empleada
La gracia que Dios me dió.
Dicen que me case yo;
No quiero marido, no.

No será ni es nacido
Tal para ser mi marido;
Y pues que tengo sabido
Que la flor yo me la só,
Dicen que me case yo,
No quiero marido, no.
(canta Carmen Ziege)


GV023. Salomão, Esaias, Moysés, Abrahão
Que sañosa está la niña!
Ay Dios, quien le hablaria!

En la sierra anda la niña
Su ganado á repastar;
Hermosa como las flores,
Sañosa como la mar.
Sañosa como la mar
Está la niña;
Ay Dios, quien le hablaria!
(cantam Geovani Dallagrana, Gerson Marchiori, Graciano Santos e Ruben Ferreira Jr.)


GV024. Quatro Anjos
Ro ro ro
Nuestro Dios y Redentor,
No lloreis, que dais dolor
Á la vírgen que os parió.
Ro ro ro.

Niño hijo de dios Padre,
Padre de todalas cosas,
Cesen las lágrimas vuesas,
No llorará vuestra madre,
Pues sin dolor os parió.
Ro, ro, ro,
No le deis vos pena, no.

Ora, niño, ro ro ro.
Nuestro Dios y Redentor,
No lloreis, que dais dolor
Á la vírgen que os parió.
Ro ro ro.
(canta Jorge Teles)


GV025. Todos
Muy graciosa es la doncella:
Como es bella y hermosa!

Digas tú, el marinero,
Que en las naves vivías,
Si la nave ó la vela ó la estrella
Es tan bella.

Digas tú, el caballero,
Que las armas vestías,
Si el caballo ó las armas ó la guerra
Es tan bella.

Digas tú, el pastorcico,
Que el ganadico guardas,
Si el ganado ó las valles ó la sierra
Es tan bella.
(canta Jorge Teles)


GV026. Todos                    
Á la guerra,
Caballeros esforzados;
Pues los ángeles sagrados
Á socorro son en tierra.
Á la guerra.

Con armas resplandecientes
Vienen del cielo volando,
Dios y hombre apelidando
En socorro de las gentes,
Á la guerra,

Caballeros esmerados;
Pues los ángeles sagrados
Á socorro son en tierra
Á la guerra.
(cantam Geovani Dallagrana, Gerson Marchiori e Graciano Santos)

Atualizado em ( 07 - 11 - 2013 15:42 )

leia o comentário

 

Os músicos de Bremen

OS MÚSICOS DE BREMEN

Nota: Esta pecinha se baseia no famoso conto recolhido pelos irmãos Grimm (1785/1863 e 1786/1859). Foi apresentada com fantoches em outubro de 1976. No mesmo ano Bardotti e Enriquez tinham feito uma versão italiana para teatro profissional, I Musicanti. Em 1977 Chico Buarque traduziu I Musicanti para o português, com adaptações: Os Saltimbancos. Coincidências! Para os curiosos, fiz há dias uma tradução fiel do original, que apresento ao final do meu texto.

BURRO:
Ai, que vida triste.
Tô ficando velho
cansado e doente.
Meu pelo caiu,
não tenho mais dente.
Estou tão fraquinho
que as cargas que levo
caem no caminho.
Estou chateado.
Agora que estou
fraco, acabado,
meu patrão me trata
como um enjeitado.
Não me dá comida,
não me dá abrigo.
Danada de vida!
Pensei cá comigo:
Morrendo de fome
não quero ficar!
De manhã bem cedo,
pra outro lugar
eu vou me mandar.
Vou fugir daqui!
Quero viajar.
Quando eu era novo
bem forte e matreiro
aprendi a tocar
tambor e pandeiro.
Pois vou para Bremen.
Lá, numa orquestra,
eu quero tocar.
É nisto que dá
a gente ficar
sem se aposentar.
Muito trabalhei
mas INPS
eu nunca paguei.
Eu fui reclamar
no Fundo Rural
mas lá me pediram
tanto documento!
Nem mesmo animal,
nem mesmo um jumento
pra aguentar aquilo.
Pois vou para Bremen.
Lá numa orquestra
eu quero tocar.
Está resolvido.
Amanhã bem cedo
eu vou me arrancar!
(sai)

Atualizado em ( 19 - 10 - 2013 15:41 )

leia mais

 

canção 01. canção do mosquito

canções do protesto inútil

 

Introdução:

Começo a postar, a partir de hoje, as letras de canções que fiz de 1976 a 1983.

Reuni-as há uns anos num trabalho com o título acima, dividindo-as em três blocos:

1. Houve ontem uma ditadura, a ditadura da burrice. Neste bloco, incluo as canções que falam de censura, tortura, medo; os anos de chumbo da ditadura militar.

2. Veio, a seguir, outro tipo de ditadura, a ditadura da imoralidade, que, todavia, mantém a burrice anterior. Neste bloco incluo canções que falam da cidadania brasileira, da perplexidade do eleitor e contribuinte diante do poder aparentemente democrático. Ao longo dos anos vou substituindo os nomes dos bandidos de plantão.

3. Mudemos, porém, de assunto, que o estômago é fraco. Aqui, entram as canções de temas variados.

 Para facilitar, vou simplificar os títulos, porque quero apresentá-las aleatoriamente: A ditadura da burrice, A ditadura da imoralidade, Canções diversas.

 

A ditadura da burrice 01.Canção do Mosquito do Cabra Cabrez

 

Você vem me dizer

que eu sou uma coisinha à toa;

mas sei mostrar

com quantos paus se faz uma canoa.

 

Você é Polifemo,

o grande poltrão das fanfarrices.

Mas eu serei o manhoso e astuto Ulisses.

 

Você se diz rei,

e não admite nenhum ultraje.

Mas eu serei o debochado Bocage.

                                                                           

Você é um Golias,

querendo tomar tudo pra si.

Mas eu serei o pequenino Davi.

 

Você é muito forte,

e contra você ninguém se atreve.

Mas eu serei como uma bolinha de neve.

 

Você é o Gigante,

e com você ninguém se mete.

Mas eu serei o alfaiate Mata-Sete.

 

Você é um grandalhão

dos que fazem da gente picolé.

Mas eu serei um espinho no seu pé.

 

Você, que é o Cabra Cabrez

e pensa que o seu poder é infinito.

Olhe, eu estou aqui. Eu sou o Mosquito.

Curitiba, 11.10.1977  

Atualizado em ( 01 - 02 - 2014 11:26 )

 
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