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Descrição

Este saite está em constante construção; contém: Projeto Gil Vicente, 44 peças, com resumos, comentários e canções que fiz para as peças (Português, Esperanto); Dante Alighieri - Vita Nova, canções que fiz para os 31 poemas do livro Vita Nova (italiano); Traduções e Adaptações (inclui O Corvo, de Poe), Conta outra Vó (histórias infantis, Português, Esperanto); Peças para fantoches; Trilogia Cética; Canções Infantis Brasileiras em Esperanto. A Espécie Humana (romance), O Dia sem Nome (romance), Apolo e Jacinto (romance). A intenção é alimentá-lo semanalmente./ Ĉi paĝo konstante ricevas ion; Ĝis nun: Projekto Gil Vicente (Portugale, Esperante) kun resumoj, komentarioj kaj kanzonoj, kiujn mi verkis por la teatraĵoj; Dante Alighieri, Vita Nova, kanzonoj por la 31 poemoj de la libro Vita Nova (itale); Tradukaĵoj kaj adaptaĵoj (Portugale); Teatraĵoj por pupteatro (Portugale); Rakontu alian anjo (infanaj rakontoj, Portugale/Esperanto); Skeptika Trilogio (Portugale/Esperanto); Brazilaj Infanaj Kanzonoj. La Homa Specio (romano, Portugale, Esperante), La Tago sen Nomo (romano, Portugale, Esperante), Apolono kaj Hiakinto (romano, Portugale, Esperante) Mi intencas aldoni ion ĉiusemajne.

canção 01. canção do mosquito

canções do protesto inútil

 

Introdução:

Começo a postar, a partir de hoje, as letras de canções que fiz de 1976 a 1983.

Reuni-as há uns anos num trabalho com o título acima, dividindo-as em três blocos:

1. Houve ontem uma ditadura, a ditadura da burrice. Neste bloco, incluo as canções que falam de censura, tortura, medo; os anos de chumbo da ditadura militar.

2. Veio, a seguir, outro tipo de ditadura, a ditadura da imoralidade, que, todavia, mantém a burrice anterior. Neste bloco incluo canções que falam da cidadania brasileira, da perplexidade do eleitor e contribuinte diante do poder aparentemente democrático. Ao longo dos anos vou substituindo os nomes dos bandidos de plantão.

3. Mudemos, porém, de assunto, que o estômago é fraco. Aqui, entram as canções de temas variados.

 Para facilitar, vou simplificar os títulos, porque quero apresentá-las aleatoriamente: A ditadura da burrice, A ditadura da imoralidade, Canções diversas.

 

A ditadura da burrice 01.Canção do Mosquito do Cabra Cabrez

 

Você vem me dizer

que eu sou uma coisinha à toa;

mas sei mostrar

com quantos paus se faz uma canoa.

 

Você é Polifemo,

o grande poltrão das fanfarrices.

Mas eu serei o manhoso e astuto Ulisses.

 

Você se diz rei,

e não admite nenhum ultraje.

Mas eu serei o debochado Bocage.

                                                                           

Você é um Golias,

querendo tomar tudo pra si.

Mas eu serei o pequenino Davi.

 

Você é muito forte,

e contra você ninguém se atreve.

Mas eu serei como uma bolinha de neve.

 

Você é o Gigante,

e com você ninguém se mete.

Mas eu serei o alfaiate Mata-Sete.

 

Você é um grandalhão

dos que fazem da gente picolé.

Mas eu serei um espinho no seu pé.

 

Você, que é o Cabra Cabrez

e pensa que o seu poder é infinito.

Olhe, eu estou aqui. Eu sou o Mosquito.

Curitiba, 11.10.1977  

Atualizado em ( 01 - 02 - 2014 11:26 )

 

rakontu alian anjo 04. la nazo de lia patrino

 La nazo de lia patrino

  desegnis Ricardo Garanhani                    la nazo

Noto: Kiel terorisma estas ĉi rakonteto. Mia avino trankvile ĝin rakontis kaj rerakontis. Ĝi apartenas al tiu grupo de malnoval moralaĵoj laŭ kiuj la infanoj estis edukataj. Edukado bazita sur timo de bato. Ŝajne tio neniam bone funkciis, se ne por daŭrigi malĝojan sado-mazoĥisman heredon. Aliflanke, tiu patrino kiu ne sciis eduki la filon estas ekzemplo de moderneca edukado. Libero sen ia brido. Kia malfacila situacio! Alia observo: mi neniam trovis ĉi tiun malĝojan rakonton en miaj multaj kaj multaj legaĵoj.          

          Estis foje malriĉa vidvino. Ŝi havis nur unu filon kaj por vivteni lin ŝi laboradis tage kaj nokte. Ŝi estis tre bonkora kaj neniam riproĉis lin kaj faris ĉion, kion li petis.

          Li kreskadis kun malbonaj kondutoj. Post kelka tempo li ne plu respektis ŝin. Li forestis la lecionojn kaj iris al la kampo por aresti birdojn en kaptilo. Ŝi petis ke li liveru la lavitan tolaĵon kaj li forlasis la tolaĵon survoje kaj iris al la rivero por nude naĝi. Vespere ŝi bezonis ŝtipetojn por grandigi la fajron kaj varmigi la domon sed li forrestadis ĝis malfrue babilante kun aliaj nenifarantoj kaj finiĝis la kandelo kaj finiĝis la keroseno kaj meze de la mallumo la virino ekploradis.

          La najbarinoj paroladis al ŝi: - Necesas fari ion kontraŭ tiu knabo. Oni rektigas la kukumon ekde kiam ĝi grandetas. Tiu, kiu semas venton, rikoltas tempeston, li laborigos vin!

          Sed se unu el ili diris:

          Ha! Malrekta arbo, jam malrekta de burĝono!,

          ŝi konsoliĝis kaj konsentis.

          Neniam ŝi kuraĝis rikolti cidonian vergon, kiel ĉiuj faris, por bati lin. Vipilon ŝi ne havis. Neniam ŝi kurbiĝis por preni la pantoflon por pantoflobato. Nek la manon, ŝi ne levis por vangofrapi la fileton.

          Kaj la fileto amikiĝis al kelkaj petolemuloj. Ili ekpetolis. Kiam maljunulo skoldis ilin, ili ridis kaj sakris per maldecaj vortoj. Kiam maljunulino admonis ilin, ili ĵetis ŝtonojn sur ŝian kokinejon. Kiam viro persekutis ilin, je la posta tago ili vundis lian bovon. Kiam virino antipatiis, ili malpurigis la dolĉaĵon kiun ŝi preparadis en kaldrono, en la korto.

          Tiel kreskis li kaj la patrino, dolorplena, sciis nur plori. Tage kaj nokte ŝi ploradis kaj ne sciis kion fari.

          Okazis do ke gvardistoj frapis ĉe ŝia pordo. Li ne ĉeestis enhejme. La gvardisto diris ke li vundis maljunulon surstrate, per poŝtranĉilo, kaj devus esti arestita. La najbarinoj alvenis, unu preparis glason kun akvo kaj sukero. Vespere oni avertis ŝin ke la filo foriris el la urbo.

          Jen la okazaĵo: ŝia filo per poŝtranĉilo vundis maljunulon kaj timante lian morton li fuĝis en la arbaron. Li spertis malsaton kaj malvarmon kaj komencis ŝteli el la kamparanoj. Li ekopiniis ke ŝtelo estas pli facila kaj plibona ol laboro. Li iĝis ŝtelisto. Ĉiam kaj ĉiam pli aŭdaca. Pasis la tempo kaj li iĝis la plej konata kaj la plej timata. Li ankaŭ murdis homojn kaj de nun li estis ŝtelisto kaj murdisto. La gvardistoj timadis lin pro lia malbona famo.

          Tiel li semis en la regiono teruron kaj morton. La reĝo ordonis ke oni arestu lin. Neniu sukcesis. Oni sciigis ke li ĉefis teruran bandon. La reĝo anoncis premion por lia kapo. Mil orajn monerojn, se oni arestos lin mortinta. Kaj du mil, se vivanta.

Atualizado em ( 01 - 11 - 2013 07:25 )

legu pli

 

gil vicente 09. auto da Fé

Gil Vicente. AUTO DA FÉ (1510)

                        benito

Resumo: Dois pastores entram numa capela e ficam maravilhados com os bonitos objetos, que nunca tinham visto. Há pessoas da corte, com roupas festivas. Tudo que os pastores falam é engraçado. Tentam adivinhar o que é cada objeto e para que serve. Surge a Fé, segundo eles, vestida como uma moura. A Fé explica: é noite de natal. E esclarece sobre a natividade.

GV021. Benito e Brás.

No no no no no no

No no no,

Que no quiero estar en casa;

No me pagan mi soldada,

No no no, que no que no.

No me pagan mi soldada,

No tengo sayo ni saya

No no no, que no que no.

(canta João Batista Carneiro)

Atualizado em ( 07 - 11 - 2013 15:40 )

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as alegres comadres.... - shakespeare

AS ALEGRES COMADRES DE CAMPO LARGO

Tradução livremente adaptada de The merry wives of Windsor, de William Shakespeare (1564-1616), para um grupo de estudantes.

PERSONAGENS:
JOÃO FALSTAFF, libertino.
FENTON, um jovem.
ROBERTO SHALLOW, um cidadão.
SLENDER, seu primo, meio idiota.
SR. FRANK FORD, homem rico.
COMADRE ALICE FORD, sua mulher.
SR. JORGE PAGE, homem rico.
COMADRE MEG PAGE, sua mulher.
ANINHA, jovem filha dos Page.
GUILHERME, menino, filho dos Page.
PROFESSOR HUGO EVANS, professor inglês.
DOUTOR CAIUS, médico francês.
BARDOLFO, PISTOLA, NYM, empregados de Falstaff.
ROBIM, menino de recado de Falstaff.
SIMPLES, empregado de Slender.
RUBI, empregado do Dr. Caius.
SENHORA APRESSADINHA, empregada do Dr. Caius.

Criados, empregados, fadas e fantasmas fantasiados...

Uma rua em Campo Largo. Uma das entradas do palco é a porta da casa dos Page.

ROBERTO SHALLOW: Não adianta, Professor Hugo. Não tente me convencer. O senhor João Falstaff não zombará mais de mim. Vou aos tribunais!
SLENDER: Aos tribunais... Aos tribunais...
ROBERTO: Isto mesmo, primo. Professor, tenho uma família honrada. Não admito.
SLENDER: Não admito... Não admito...
ROBERTO: Isto mesmo, primo. Preciso honrar meus antepassados. Foram dos primeiros a morar em Campo Largo.
SLENDER: Em Campo Largo... Em Campo Largo... Têm até brasão.
ROBERTO: Isto mesmo, primo. Há mais de trezentos anos.
SLENDER:  Trezentos anos... É o mesmo escudo que usavam os descendentes que nasceram antes e será usado pelos antepassados que ainda vão nascer.
PROFESSOR HUGO (com sotaque inglês): Ser muito bom ter um escudo no família. Melhor ainda quando són muitos escudos. Gostaria de fazer o reconciliamento para acabar com toda a ofensividade. Vocês devem fazer os pazes. Quanto a você, jovem Slender, tenho um sugestionamento. Conhece o menina Aninha?
SLENDER: A menina Aninha Page? Tem cabelos escuros e é bonita.
PROFESSOR: Penso que você deve pedí-la em namoro. Ela herdou do avô um fortuna e se juntar com o seu fortuna, vocês dois serón muito felizes. Vou chamar o Senhor Jorge Page e resolvemos tudo.
ROBERTO: Falstaff estará aí?
PROFESSOR: Claro! Eu não estar mentindo. Detesto quem diz o mentira e também detesto quem não diz o verdade (Palmas).
JORGE PAGE: Quem bate?
PROFESSOR: O Professor Hugo! E Roberto Shallow, que tem um brasón e o jovem Slender, que quer falar com o seu filha!
SLENDER: O Senhor é que vai falar... O Senhor é que vai falar...
JORGE (entrando): Bom dia.
PROFESSOR: Pretendo fazer os pazes entre Roberto e Falstaff. Ele está aí?
JORGE: Está lá dentro. Mas vejam, aí vem ele. (Entram Falstaff, Bardolfo, Pistola e Nym).
ROBERTO: Sr. João Falstaff! O Senhor me ofendeu.
FALSTAFF: Eu ofendi o Senhor?
ROBERTO: Vai ter que responder ao Concelho Municipal.
FALSTAFF: Ouça o meu conselho. Pronto, já respondi.
ROBERTO: Estes seus empregados! Levaram-me a um bar, me embebedaram e me roubaram.
FALSTAFF: Pistola, você roubou a carteira deste senhor?
PISTOLA: Claro que não. Juro pelos senadores que nunca mentem.

Atualizado em ( 22 - 10 - 2013 14:03 )

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conta outra vó 04. o nariz de sua mãe

O nariz de sua mãe
                           o nariz de sua mãe

desenho de Ricardo Garanhani 

(Nota: Ô historinha danada de terrorista! Minha vó a contava e recontava com a maior tranquilidade. Fazia parte do acervo de contos moralistas, com os quais os antigos educavam as crianças. Educação baseada no medo da porrada. Parece que nunca funcionou, a não ser para continuar uma triste herança de sadomasoquismo. Por outro lado, essa mãe, que não sabia o que fazer com o filho, é um  exemplo da educação da modernidade. Liberdade sem freio algum. Que situação difícil! Outra observação: nunca encontrei este conto triste em minhas tantas e tantas leituras.) 

    Era uma vez uma viúva pobre. Ela tinha só um filho e trabalhava dia e noite para sustentá-lo. Era muito boa e nunca zangou com o menino e tudo que ele queria, ela fazia.

    Ele foi crescendo muito manhoso. A mãe já não tinha autoridade e ele fazia tanta birra quando queria alguma coisa, que ela acabava satisfazendo as suas vontades.

    Passado algum tempo, ele já não tinha por ela a mínima consideração. Matava aula e ia pro mato caçar passarinho na arapuca. Ela pedia pra ele entregar a roupa lavada e ele deixava a roupa no caminho e ia nadar pelado no rio. De noite ela queria gravetos pra aumentar o fogo e esquentar a casa mas ele ficava até tarde conversando com os malandrinhos e a vela acabava e o querosene acabava e no escuro a mulher começava a chorar.

    Todas as vizinhas falavam com ela: É preciso dar um jeito nesse menino! O pepino se torce é de pequeno. Quem semeia ventos colhe tempestade, ele vai te dar trabalho!

    E quando a outra vizinha falava:

   Qual! Pau que nasce torto, morre torto!,

    aí, ela ficava aliviada e concordava.

    Nunca teve coragem para cortar a vara de marmelo, como todas faziam. Não tinha chicote. Não se curvou jamais para pegar o chinelo. Nunca levantou a mão pro filhinho.

    O filhinho arrumou uns amigos muito treteiros. Começaram a fazer artes. Se um velho passava um pito neles, eles riam e xingavam nomes feios. Se uma velha ralhava, eles jogavam pedras no galinheiro dela. Se o homem corria atrás deles, eles machucavam o boi no dia seguinte. Se era uma mulher que implicava, sujavam o tacho de doce no terreiro.

    Assim ele foi crescendo e a mãe apaixonada só sabia chorar. Chorava de dia e chorava de noite. Queria fazer alguma coisa e não conseguia.

    Foi que, um dia, a polícia bateu na porta dela. Ele não estava. O guarda disse que ele tinha ferido um velho na rua, com um canivete, e seria preso. As vizinhas acudiram, uma trouxe água com açúcar e de noite ela soube que o filho tinha saído da cidade.

    Aconteceu assim: o filho dela deu uma canivetada no velho e, de medo de ser assassino, fugiu pro mato. Passou fome e frio e começou a roubar dos roceiros. Achou que era muito fácil roubar, melhor do que trabalhar. Começou a ser ladrão. Cada vez mais audacioso. Com o tempo passando, ele era o mais conhecido e o mais temido. Matou gente também e agora era ladrão e assassino. Os guardas tinham medo dele porque ele tinha muita fama.

    E assim, ele semeou naquela região o terror e a morte. O rei mandou pegá-lo. Nunca conseguiram. Souberam muito tempo depois que chefiava um bando terrível. O rei colocou então sua cabeça a prêmio. Se o pegassem morto, seriam mil moedas de ouro. Se o pegassem vivo, seriam duas mil.

Atualizado em ( 09 - 09 - 2019 12:53 )

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