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Descrição

Este saite está em constante construção; contém: Projeto Gil Vicente, 44 peças, com resumos, comentários e canções que fiz para as peças (Português, Esperanto); Dante Alighieri - Vita Nova, canções que fiz para os 31 poemas do livro Vita Nova (italiano); Traduções e Adaptações (inclui O Corvo, de Poe), Conta outra Vó (histórias infantis, Português, Esperanto); Peças para fantoches; Trilogia Cética; Canções Infantis Brasileiras em Esperanto. A Espécie Humana (romance), O Dia sem Nome (romance), Apolo e Jacinto (romance). A intenção é alimentá-lo semanalmente./ Ĉi paĝo konstante ricevas ion; Ĝis nun: Projekto Gil Vicente (Portugale, Esperante) kun resumoj, komentarioj kaj kanzonoj, kiujn mi verkis por la teatraĵoj; Dante Alighieri, Vita Nova, kanzonoj por la 31 poemoj de la libro Vita Nova (itale); Tradukaĵoj kaj adaptaĵoj (Portugale); Teatraĵoj por pupteatro (Portugale); Rakontu alian anjo (infanaj rakontoj, Portugale/Esperanto); Skeptika Trilogio (Portugale/Esperanto); Brazilaj Infanaj Kanzonoj. La Homa Specio (romano, Portugale, Esperante), La Tago sen Nomo (romano, Portugale, Esperante), Apolono kaj Hiakinto (romano, Portugale, Esperante) Mi intencas aldoni ion ĉiusemajne.

as alegres comadres.... - shakespeare

AS ALEGRES COMADRES DE CAMPO LARGO

Tradução livremente adaptada de The merry wives of Windsor, de William Shakespeare (1564-1616), para um grupo de estudantes.

PERSONAGENS:
JOÃO FALSTAFF, libertino.
FENTON, um jovem.
ROBERTO SHALLOW, um cidadão.
SLENDER, seu primo, meio idiota.
SR. FRANK FORD, homem rico.
COMADRE ALICE FORD, sua mulher.
SR. JORGE PAGE, homem rico.
COMADRE MEG PAGE, sua mulher.
ANINHA, jovem filha dos Page.
GUILHERME, menino, filho dos Page.
PROFESSOR HUGO EVANS, professor inglês.
DOUTOR CAIUS, médico francês.
BARDOLFO, PISTOLA, NYM, empregados de Falstaff.
ROBIM, menino de recado de Falstaff.
SIMPLES, empregado de Slender.
RUBI, empregado do Dr. Caius.
SENHORA APRESSADINHA, empregada do Dr. Caius.

Criados, empregados, fadas e fantasmas fantasiados...

Uma rua em Campo Largo. Uma das entradas do palco é a porta da casa dos Page.

ROBERTO SHALLOW: Não adianta, Professor Hugo. Não tente me convencer. O senhor João Falstaff não zombará mais de mim. Vou aos tribunais!
SLENDER: Aos tribunais... Aos tribunais...
ROBERTO: Isto mesmo, primo. Professor, tenho uma família honrada. Não admito.
SLENDER: Não admito... Não admito...
ROBERTO: Isto mesmo, primo. Preciso honrar meus antepassados. Foram dos primeiros a morar em Campo Largo.
SLENDER: Em Campo Largo... Em Campo Largo... Têm até brasão.
ROBERTO: Isto mesmo, primo. Há mais de trezentos anos.
SLENDER:  Trezentos anos... É o mesmo escudo que usavam os descendentes que nasceram antes e será usado pelos antepassados que ainda vão nascer.
PROFESSOR HUGO (com sotaque inglês): Ser muito bom ter um escudo no família. Melhor ainda quando són muitos escudos. Gostaria de fazer o reconciliamento para acabar com toda a ofensividade. Vocês devem fazer os pazes. Quanto a você, jovem Slender, tenho um sugestionamento. Conhece o menina Aninha?
SLENDER: A menina Aninha Page? Tem cabelos escuros e é bonita.
PROFESSOR: Penso que você deve pedí-la em namoro. Ela herdou do avô um fortuna e se juntar com o seu fortuna, vocês dois serón muito felizes. Vou chamar o Senhor Jorge Page e resolvemos tudo.
ROBERTO: Falstaff estará aí?
PROFESSOR: Claro! Eu não estar mentindo. Detesto quem diz o mentira e também detesto quem não diz o verdade (Palmas).
JORGE PAGE: Quem bate?
PROFESSOR: O Professor Hugo! E Roberto Shallow, que tem um brasón e o jovem Slender, que quer falar com o seu filha!
SLENDER: O Senhor é que vai falar... O Senhor é que vai falar...
JORGE (entrando): Bom dia.
PROFESSOR: Pretendo fazer os pazes entre Roberto e Falstaff. Ele está aí?
JORGE: Está lá dentro. Mas vejam, aí vem ele. (Entram Falstaff, Bardolfo, Pistola e Nym).
ROBERTO: Sr. João Falstaff! O Senhor me ofendeu.
FALSTAFF: Eu ofendi o Senhor?
ROBERTO: Vai ter que responder ao Concelho Municipal.
FALSTAFF: Ouça o meu conselho. Pronto, já respondi.
ROBERTO: Estes seus empregados! Levaram-me a um bar, me embebedaram e me roubaram.
FALSTAFF: Pistola, você roubou a carteira deste senhor?
PISTOLA: Claro que não. Juro pelos senadores que nunca mentem.

Atualizado em ( 22 - 10 - 2013 14:03 )

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conta outra vó 04. o nariz de sua mãe

O nariz de sua mãe
                           o nariz de sua mãe

desenho de Ricardo Garanhani 

(Nota: Ô historinha danada de terrorista! Minha vó a contava e recontava com a maior tranquilidade. Fazia parte do acervo de contos moralistas, com os quais os antigos educavam as crianças. Educação baseada no medo da porrada. Parece que nunca funcionou, a não ser para continuar uma triste herança de sadomasoquismo. Por outro lado, essa mãe, que não sabia o que fazer com o filho, é um  exemplo da educação da modernidade. Liberdade sem freio algum. Que situação difícil! Outra observação: nunca encontrei este conto triste em minhas tantas e tantas leituras.) 

    Era uma vez uma viúva pobre. Ela tinha só um filho e trabalhava dia e noite para sustentá-lo. Era muito boa e nunca zangou com o menino e tudo que ele queria, ela fazia.

    Ele foi crescendo muito manhoso. A mãe já não tinha autoridade e ele fazia tanta birra quando queria alguma coisa, que ela acabava satisfazendo as suas vontades.

    Passado algum tempo, ele já não tinha por ela a mínima consideração. Matava aula e ia pro mato caçar passarinho na arapuca. Ela pedia pra ele entregar a roupa lavada e ele deixava a roupa no caminho e ia nadar pelado no rio. De noite ela queria gravetos pra aumentar o fogo e esquentar a casa mas ele ficava até tarde conversando com os malandrinhos e a vela acabava e o querosene acabava e no escuro a mulher começava a chorar.

    Todas as vizinhas falavam com ela: É preciso dar um jeito nesse menino! O pepino se torce é de pequeno. Quem semeia ventos colhe tempestade, ele vai te dar trabalho!

    E quando a outra vizinha falava:

   Qual! Pau que nasce torto, morre torto!,

    aí, ela ficava aliviada e concordava.

    Nunca teve coragem para cortar a vara de marmelo, como todas faziam. Não tinha chicote. Não se curvou jamais para pegar o chinelo. Nunca levantou a mão pro filhinho.

    O filhinho arrumou uns amigos muito treteiros. Começaram a fazer artes. Se um velho passava um pito neles, eles riam e xingavam nomes feios. Se uma velha ralhava, eles jogavam pedras no galinheiro dela. Se o homem corria atrás deles, eles machucavam o boi no dia seguinte. Se era uma mulher que implicava, sujavam o tacho de doce no terreiro.

    Assim ele foi crescendo e a mãe apaixonada só sabia chorar. Chorava de dia e chorava de noite. Queria fazer alguma coisa e não conseguia.

    Foi que, um dia, a polícia bateu na porta dela. Ele não estava. O guarda disse que ele tinha ferido um velho na rua, com um canivete, e seria preso. As vizinhas acudiram, uma trouxe água com açúcar e de noite ela soube que o filho tinha saído da cidade.

    Aconteceu assim: o filho dela deu uma canivetada no velho e, de medo de ser assassino, fugiu pro mato. Passou fome e frio e começou a roubar dos roceiros. Achou que era muito fácil roubar, melhor do que trabalhar. Começou a ser ladrão. Cada vez mais audacioso. Com o tempo passando, ele era o mais conhecido e o mais temido. Matou gente também e agora era ladrão e assassino. Os guardas tinham medo dele porque ele tinha muita fama.

    E assim, ele semeou naquela região o terror e a morte. O rei mandou pegá-lo. Nunca conseguiram. Souberam muito tempo depois que chefiava um bando terrível. O rei colocou então sua cabeça a prêmio. Se o pegassem morto, seriam mil moedas de ouro. Se o pegassem vivo, seriam duas mil.

Atualizado em ( 09 - 09 - 2019 12:53 )

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skeptika trilogio 03.rekviemo

Rekviemo por ĉiuj neĉeestoj

 

         La lasta homo falis surteren. Estas lia lasta falo. Pene li sukcesis sin apogi æe þtono. La korpo lin doloras. Aflikte estas spiri. Li rigardas krurojn kaj piedojn sed nur vidas ostojn kaj malpuran haýton. Hematomojn, gratvundojn, rompitajn ungojn, nigran sangon algluitan al la korpo. La manoj estas manoj de skeleto. La fingraj ekstremaĵoj vunditaj kaj sangaj.

La lasta homo falis. Li ne memoras pri tio, kio okazis. Æu milito? Æu kataklismo? Æu malsano? Li nenion scias. Ene de lia kapo estas nura timiga bruado, daýra kaj surda. Li senkomprene rigardas. Stumble li erarvagis sed momento post momento la tempo pli dilatiøis. Li perdis la direkton, perdis la nordon, perdis la signifon pri ekzistado.

Li malsatas sed por manøi havas nur la fingrojn. La sango bongustas sed estas doloro.

Li soifas sed ne plu memoras pri tio, kio estas akvo.

Antaýen rigardante, li ne perceptas vidataĵojn. Estas ia sensignifa naturo. Koloroj ne plu ekzistas, nur grizaj tonoj kaj stranga mallumo æirkaý æiu afero.

La koro estas ene de la kapo. Teruraj eksplodoj kiuj skuas lian korpon. Æio estas doloro. Malsato kaj soifo kaj doloro. Sed li ne plu kapablas scii pri æi okazaĵo. Li tute kuntiriøas. Estas nura kuntiriĝinta mortonta besto.

La lasta homo estas æe l’ sojlo de la fino.

Li fermas la okulojn kaj lasas faladi la kapon. Dormemo de la morto. Silento ekposedas liajn venojn. La surda rumoro estingiøas. La frapoj de la koro iradas malproksimen... malproksimen...

La lasta homo, kiu scias nek kial li mortas nek kial li estas la lasta, lastfoje mirronde malfermas la okulojn.

Kaj lia koro silentas.

Vedo, la diino de la æielarko, lumante dancas fronte al li. La tuta loko pleniøas je ravo. Sed la homo nenion vidas.

Aĥ Puæ alproksimiøas. Senkarna la kapo, horora kranio, kaj flanke de li siblas kaj klakas timigegaj krotaloj. La homo ne moviøas, liaj malfermegaj okuloj ne vidas kaj lia koro ne timas.

Aĥ Puæ ektimigite deiras æar tiu nun aperanta estas Nokumo. Nokumo, la kreinto de æielo kaj tero. Li, kiu, el koto de la tero, faris la unuan viron, Eĵoni’, kaj la unuan virinon, Ae’. Nokumo triste rigardas la lastan homon. Venas apude. Kurbiøas. Palpas al li la pulson. Ostoj kaj haýto sen batoj. Li nenion povas fari. Nokumo ploras.

Atualizado em ( 17 - 04 - 2013 16:54 )

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gil vicente 08. auto da fama

Gil Vicente. FARSA CHAMADA AUTO DA FAMA (1510)

                           a fama
Resumo: Uma mocinha guardadora de patos é a Fama. Tem como ajudante um bobo. Diante dela se apresentam um francês, um italiano e um espanhol. Cada um quer levar a Fama para seu país. Mas ela sabe que pertence a Portugal, pelos grandes feitos portugueses. Faz uma descrição do poderio lusitano, enumerando terras descobertas e povos subjugados. Chegam a Fé e a Fortaleza, coroam com louros a Fama e a colocam num carro triunfal. Levam-na ao som de música.


GV020. Fé (fala)
Vós, Portuguesa Fama, não tenhais ciumes.
(fala Jorge Teles)

Atualizado em ( 30 - 10 - 2013 07:06 )

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rakontu alian anjo 03. maria cindrulino

MARIA CINDRULINO

                             maria cindrulino

                                             desegnis ricardo garanhani

Noto: La duonpatrino kun siaj du filinoj kaj la edziniĝo kun la princo estas la nuraj similaĵoj inter la rakonto de mia avino kaj la tradicia Cindrulino. Tre probable, en la Brazila landinterno, rakontanto post rakontanto, preskaŭ ĉiuj analfabetaj, la rakonto perdis kelkajn detalojn kaj ricevis aliajn; ekzemple, la lavado de bova stomako, kio estas pli koncerna al la kulturo kaj la kutimoj de la popolo. La plej famaj versioj de Cindrulino estas tiu de Charles Perrault (1628/1703), tiu kolektita de la fratoj Grimm (1785/1863 kaj 1786/1859) kaj tiu de Walt Disney (1901/1966). La rakonto de Disney pli similas al tiu de Perrault, eble ĉar la versio de la fratoj Grimm estas tro feroca: por ke la fratinoj sukcesu vesti la ŝueton, unu fortranĉas la piedan dikfingron kaj la alia la kalkanon. Kaj la puno al la fratinoj estas blindeco.

     La plej antikva versio troviĝas en Strabono (ĉ59a.K./25p.K.). Laŭ li, oni rakontadis en Egiptio ke la piramido de Mikerino estis omaĝe al kromvirino de Psamitiĥo; iutage la juna Rodopisa sin banis kaj aglo ŝtelis ŝian sandalon. Forfluginte, la aglo forlasis la sandalon, kiu falis ĉe la faraono. Sorĉita pro la rafineco kaj mezuro de la ŝueto, kaj ankaŭ mirigita de la neordinara okazaĵo, li ordonis ke oni trovu la posedantinon de la sandalo. Oni trovis ŝin en Naŭkratiso kaj kondukis ŝin al li kaj ili geedziĝis (Geografio, XVII, I, 4). Tamen, Herodoto (480-425aC) en sia Historio (libro 2a, 134, 135), rakontas aliajn peripetiojn pri tiu Rodopisa; sed konfirmas la diraĵon, laŭ kiu la piramido estis farita por ŝi.

 

          Foje estis bela junulino nomata Maria Cindrulino. Ŝia duonpatrino estis tre perversa. Dum ŝi kaj siaj du filinoj amuziĝis, Maria Cindrulino estis devigata fari la tutan mastrumadon.

          Iam oni buĉis bovon kaj Maria Cindrulino iris al la rivero por lavi ĝian stomakon. Tiun taskon neniu volis ĉar la stomako ĉiam estis plena je fekaĵo. Kiam ŝi skuis la stomakon ene de la akvo, ĝi eskapis kaj flosante foriris. Pro timo al la duonpatrino, Maria Cindrulino sekvis la stomakon laŭ la riverbordo. Ŝi marŝis kaj marŝis kaj fine alvenis al nekonata loko. La stomako fiksiĝis sur branĉoj kaj haltis. Maria Cindrulino prenis stangon kaj fortiris la stomakon el la akvo.

          Proksime estis malnova dometo. Ĉar ŝi laciĝis, ŝi decidis eniri. Estis terura malordo. Ŝi manĝis pecon da pano kaj ripozetis. Poste, kvazaŭ ŝi intencis danki pro la pano, ŝi balais la plankon kaj lavis la teleraron kaj la tolaĵon kaj pendigis ĝin kaj purigis la meblaron kaj la fornon kaj kiam ŝi estis ekironta, ŝi aŭdis bruon. Ŝi kaŝiĝis malantaŭ la pordo.

          Tri maljunulinoj eniris kaj ili estis tri feinoj. Ili rigardis kaj miris.

          La tri samtempe parolis:

          - Franjo, franjo, kiu bonaĵon faris al ni?

          La unua parolis:

          - Tiu, kiu bonaĵon faris al ni, meritas oran stelon sur la frunto.

          Kaj ora stelo aperis sur la frunto de Maria Cindrulino.

Atualizado em ( 01 - 11 - 2013 07:24 )

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