Vizitantoj
Trafoj por rigardoj de enhavo : 18130
Descrição

Este site está em construção; recebe atualmente: Projeto Gil Vicente, 44 peças, com resumos, comentários e canções que fiz para as peças; Dante Alighieri - Vita Nova, canções que fiz para os 31 poemas do livro Vita Nova; Conta outra Vó (histórias infantis); Peças para fantoches; Trilogia Cética; Traduções e adaptações; Canções Infanis Brasileiras em Esperanto. A intenção é alimentá-lo semanalmente./ Ĉi tiu paĝo nune ricevas: Projekto Gil Vicente (portugale) kun resumoj, komentarioj kaj kanzonoj, kiujn mi verkis por la teatraĵoj; Dante Alighieri Vita Nova, kanzonoj por la 31 poemoj de la libro Vita Nova; Teatraĵoj por pupteatro (port); Rakontu alian anjo (infanaj rakontoj, port/Esp); Skeptika Trilogio (port/Esp); Brazilaj Infanaj Kanzonoj. Mi intencas aldoni ion ĉiusemajne.

Retumante
Nun estas 1 vizitanto retumante

rakontu alian anjo 08.la figo de la figujo

La figo de la figujo

desegnaĵo de ricardo garanhani                      la figo de la figujo

 

Noto: Ĉi tiu rakonteto ŝajnas esti brazila folkloraĵo. Mi multfoje legis ĝin en versioj tre similaj al tiu de mia avino. En la libro Rakontoj de Onklino Nastasja, de Montejro Lobato, estas la naŭa rakonto. Tie, estas tri knabinoj kaj, post la malenterigo, ili reviviĝas, ĉar ili estis baptofilinoj de Nia Virgulino. Alia kuriozaĵo en la rakonto de Lobato estas ke, kiam la vento skuas la plantojn kreskintajn en la loko kie kuŝadas la mortintaj knabinoj, la plantoj kantas la saman kanzonon per kiu ili klopodadis por forigi la birdaron. Tio memorigas nin pri la greka legendo pri la reĝo Midaso, kies resumon mi prezentas post la rakonto.

         

          Foje estis vidvo kun linda filineto. Ili vivis en kamparo kaj ĉirkaŭ la domo kreskadis multaj grandegaj arboj, mangujoj, oranĝujoj, jabutikavujoj, avokadujoj, papajaj arboj kaj figujoj.

          Ili bone vivis sed la viro ne sukcesis bone zorgi sian filinon pro tio, ke li ne scipovis kuiri nek lavi tolaĵon nek mastrumi la domon. Kaj ili bezonis servistinon.

          Tiam venis virino tre afektema kaj ŝi ekdorlotis la knabinon. La vidvo ŝatis ŝin kaj fine ili geedziĝis. Ho!, kiom la virino estis bona, en la komenco, ŝi montriĝis mava, poste. Ŝi malbone traktis la knabinon, instruis al ŝi la mastrumadon kaj postulis obeemon.

          La patro laboris la tutan tagon kaj nenion perceptis. Kaj la kompatinda knabino ne kuraĝis rakonti al li la okazaĵon.

          Finfine, ŝi devis zorgi pri la tuta mastrumado. Ŝi lavis kaj gladis kaj balais kaj zorgis. La duonpatrino sidadis en la verando, ventumilo enmane, kaj manĝadis figojn, kiujn ŝi ŝategis.

          Iam la patro vojaĝis kaj antaŭdiris ke li longe forestos. La duonpatrino pli turmentis la knabinon kaj trudis al ŝi tre malfacilan taskon. Ŝi devis prizorgi grandan figujon por ke la birdaro ne beku iun frukton.

          Ŝi longe zorgis, forigis la bestetojn, sed kiom da ili estis? Ŝi faris birdotimigilon sed tio ne solvis. Ŝi prenis longan stangon kaj marŝadis ĉirkaŭ la arbo sed la birdoj flugadis kaj kantadis kaj ŝi laciĝis kaj distriĝis kaj unu el la birdoj bekis maturan figon.

Atualizado em ( 08 - 07 - 2010 09:15 )

legu pli

 

canções 15, 16, 17.

Canções diversas 02, 03, 04.
Nota: Em 1976 imaginei uma pecinha de teatro em que houvesse um velho rei, uma velha rainha, um príncipe inconstante e um bobo desaforado. A partir de um perfil apenas esboçado, faria as canções que definiriam cada personagem. Fiz a da rainha, a do rei, mas a do bobo desviou-se por um atalho inesperado, era a ditadura. Não sei se por esse motivo, a pecinha foi abandonada, tanto melhor. Ficaram os versinhos a seguir:

Canção da rainha: CANÇÃO DA VIÚVA

Morte negra, de asas de água,
Morte fria, de asas de sono.
A vida não passa
De fonte de mágoa
Jorrando perdida
Num mundo sem dono.

Deixar quero este meu corpo escravo
Mesmo que um nada se faça ante mim.
Da vida não quero
Tão amargo travo.
Mas quero da morte
O silêncio e o fim.

 
Canção do rei: ZEUS EXISTE?

Na primavera,
eu procurei
te achar nas flores
em meio a meus dias.
Mas junto aos amores
havia dores.
Não te encontrei,
não te encontrei.

No meu verão,
eu procurei
te achar no sol
em meio a meus dias.
Mas junto da fama
havia lama.
Não te encontrei,
não te encontrei.

No meu outono,
eu procurei
te achar nos frutos
em meio a meus dias.
Mas junto a meu filho
só vi meu exílio.
Não te encontrei,
não te encontrei.

Agora eu busco,
no meu inverno,
achar um fim
pra uma alma ferida.
O céu, o inferno...
O nada, o eterno...
Não tem sentido
esta minha vida.

Canção do bobo: CANÇÃO SÉRIA, ENCOMENDADA PELO REI, FALANDO DA VIDA, DO AMOR E DA FILOSOFIA

Por que ter que cantar
música séria?
Se tudo o que faço
fala de mim?

A vida que eu levo
é uma miséria.
O amor não começa,
é o fim.
A filosofia
é uma pilhéria.
E o tirano tá de olho
em mim.

A vida foi presa no camarim.
O amor sempre zomba de mim.
A filosofia foi pro botequim.

Mas se o tirano pisar
no meu calo
eu me calo,
e espero.
Não quero
perder o pescoço,
eu posso
roer o meu osso
no fosso.
Comer o meu pasto
de arrasto,
depois eu me afasto
prum canto.
Me afasto
mas canto:

Tirano, tirano, herói de pano,
tirano, fantoche varonil,
tirano da terra do céu de anil,
tirano que é o dono do covil,
tirano que empunha o fuzil,
tirano de zelo senil,
tirano que não é civil,

você vai se ralar,
em março ou abril,
na puta, na puta que te pariu,
na puta, na puta, na puta, na puta,
na puta, na puta que te pariu.
Trinta e um de março
é primeiro de abril,
na puta, na puta que te pariu,
na puta, na puta, na puta, na puta,
na puta, na puta que te pariu...


Curitiba, setembro.1976

 

gil vicente 16.auto da barca do inferno

TRILOGIA DAS BARCAS

1. AUTO DA BARCA DO INFERNO (1517)
                                                          o frade e a moça
Resumo: A barca do Diabo vai levar os pecadores à lha Perdida. Um a um (ou a dois, já que o Frade vem com sua amante) vão desfilando diante de nós alguns dos mais bem pintados tipos vicentinos: o Fidalgo, (cujo pai, segundo o Diabo, já tinha embarcado em ocasião anterior); o usurário, um parvo, um sapateiro, o frade com sua amante, a alcoviteira - mulher que organizava encontros amorosos,  muitas vezes desviando moças pobres - um judeu (porque não seguia os jejuns e os dias religiosos), um juiz e um procurador que recebiam subornos, um enforcado por ter roubado, e finalmente quatro fidalgos que tinham morrido no norte da África. Agora, ninguém consegue enganar. Nem ao Diabo nem a Gil Vicente. Porque o Diabo os conhece por dentro e os castiga com a viagem implacável. E Gil Vicente, que também os conhece por dentro, castiga-os com a implacável zombaria de sua arte refinada; nesse aspecto a Barca do Inferno é uma obra moderníssima. Só escapam o Parvo (bem aventurados os simples...) e os Quatro Cavaleiros que morreram numa guerra que, para os católicos, era santa, porque contra os muçulmanos.

GV037. Diabo
Á barca, á barca, senhores!
Oh que maré tão de prata!
Hum ventosinho que mata,
E valentes remadores.
Vos me veniredes á la mano,
Á la mano me veniredes;
Y vos veredes
Peixes nas redes.
(fala e canto: Jorge Teles)

GV038. Quatro Fidalgos, Cavalleiros da Ordem de Christo
Á Barca, á barca segura,
Guardar da barca perdida:
Á barca, á barca da vida.

Senhores, que trabalhais
Pola vida transitória
Memoria, por Deos, memoria
Deste temeroso cais.
Á barca, á barca, mortaes;
Porém na vida perdida
Se perde a barca da vida.
(cantam Geovani Dallagrana, Gerson Marchiori, Graciano Santos e Rubem Ferreira Jr.)

Atualizado em ( 09 - 05 - 2010 11:12 )

leia o comentário

 

canção 14.zoologia

A ditadura da imoralidade 06: ZOOLOGIA

Meu papagaio
foi-se embora pra Brasília,
abandonou a família,
foi morar na capital.
Mandaram logo
um cachorro delinqüente
"ensiná" a língua da gente
do Distrito Federal.

Corrupi-paco, papaco,
corrupi-paco, partido,
corrupi-paco, corrupi-
corrupção.

Congressistas atrevidos
com partidos repartidos
e conchavos escondidos.
Traição!

Daí a pouco
apareceu a cabrita
pra fazer uma visita
se dizendo liberal.
O papagaio
soube todas as intrigas
e ouviu "falá" das formigas
que infestam o local.

Corrupi-paco, papaco,
corrupi-paco, partido,
corrupi-paco, corrupi-
corrupção.

Congressistas tão polidos,
nova troca de partidos.
Eis lobistas bem vestidos.
Traição!

Os dinossauros
se chamando Excelências,
só fazendo exigências
no processo eleitoral.
O papagaio
que até então era mudo
disse que, aquilo tudo,
só no reino animal.

Corrupi-paco, papaco,
corrupi-paco, partido,
corrupi-paco, corrupi-
corrupção.

Congressistas enxabidos,
com partidos convertidos,
mensalões descomedidos.
Traição!


Curitiba, outubro.1977

Atualizado em ( 07 - 04 - 2010 19:35 )

 

conta outra vó 08.o figo da figueira

O figo da figueira

                                            o figo da figueira

Nota: Esta historinha parece pertencer ao folclore nacional. Lembro de tê-la lido diversas vezes, quase sempre em versão semelhante à de minha avó. No livro Histórias de tia Nastácia, de Monteiro Lobato, é a nona história. Nessa versão, são três as filhas que, ao serem desenterradas, voltam à vida, pois eram afilhadas de Nossa Senhora. Outro dado curioso em Lobato é que o vento, ao bater no capim crescido no local onde as meninas estavam enterradas, faz com que as plantas cantem a mesma canção com que elas tentavam espantar os passarinhos. Isto faz lembrar a lenda grega das orelhas do rei Midas, cujo resumo apresento no final desta história.

          Era uma vez um viúvo que tinha uma linda filhinha. Viviam no campo e em volta da casa deles cresciam muitas árvores enormes, mangueiras, laranjeiras, jabuticabeiras, abacateiros, mamoeiros e figueiras.

          Eles viviam muito bem mas o homem não conseguia cuidar direito da menina porque ele não sabia cozinhar e lavar a roupa e arrumar a casa e tiveram que arranjar uma empregada.

          Aí apareceu uma mulher cheia de dengues, que começou a cativar a pequenina. O viúvo gostou dela e acabaram se casando. Ah!, mas o quanto ela era boa, no começo, ela era ruim, depois. Maltratava a menina, ensinava a ela o serviço de casa e exigia obediência.

          O pai, que trabalhava fora todo o dia, não percebia nada. E a pobre menina não tinha coragem de contar o que estava acontecendo.

          Acabou que ela ficou com todo o serviço da casa. Lavava e passava e varria e cuidava. A madrasta só queria ficar na varanda, de leque na mão e comendo figos, que ela adorava.

          Certa vez o pai precisou viajar. Disse que ia demorar muito. A madrasta judiou mais da menina e para lhe dar um trabalho bem difícil, colocou-a vigiando uma enorme figueira, para que os passarinhos não bicassem nenhum figo.

          Ela vigiou muito tempo, espantando os bichinhos, mas quantos eram eles? Ela fez um espantalho e não adiantou. Arranjou uma vara comprida e ficava rodeando a figueira mas eles voavam e cantavam e ela ficou cansada e se distraiu e um passarinho mordeu um figo maduro.

Atualizado em ( 27 - 06 - 2010 13:36 )

leia mais

 
Pli multe da artikoloj...

<< Komenco < Antaŭa 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Sekva > Fino >>

Paĝo 9 de 21