Vizitantoj
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Este site está em construção; recebe atualmente: Projeto Gil Vicente, 44 peças, com resumos, comentários e canções que fiz para as peças; Dante Alighieri - Vita Nova, canções que fiz para os 31 poemas do livro Vita Nova; Conta outra Vó (histórias infantis); Peças para fantoches; Trilogia Cética; Traduções e adaptações; Canções Infanis Brasileiras em Esperanto. A intenção é alimentá-lo semanalmente./ Ĉi tiu paĝo nune ricevas: Projekto Gil Vicente (portugale) kun resumoj, komentarioj kaj kanzonoj, kiujn mi verkis por la teatraĵoj; Dante Alighieri Vita Nova, kanzonoj por la 31 poemoj de la libro Vita Nova; Teatraĵoj por pupteatro (port); Rakontu alian anjo (infanaj rakontoj, port/Esp); Skeptika Trilogio (port/Esp); Brazilaj Infanaj Kanzonoj. Mi intencas aldoni ion ĉiusemajne.

Retumante
Nun estas 1 vizitanto retumante

conta outra vó 10.o ladrão ladino (2)

    O ladrão ladino (segunda parte)
                                                     o ladrão ladino (segunda parte)
    Um dia, o nosso ladrão descobriu que o dinheiro já estava no fim. Resolveu fazer algum roubo, de modo que não passassem necessidade. Resolveu roubar o castelo do rei. Foi no castelo e disse que queria ser guarda do rei. O capitão, vendo aquele moço forte e bonito, resolveu aceitá-lo e dali a algum tempo, ele estava servindo na sala do tesouro. Ora, no lugar da porta de ferro, tinham feito uma armadilha, uma espécie de moinho com pás de metal afiado, afiado que nem faca, e quem quisesse entrar por aquela porta seria cortado em pedaços. Daí, o ladrão estudou bem aquela engrenagem e não quis mais servir no castelo.
    Aí ele entrou de noite no castelo e foi até a sala do tesouro. Pegou um ferrinho e enfiou num buraco que tinha descoberto e a roda parou. Entrou na sala com muito cuidado, sem esbarrar nas pás afiadas porque ele sabia que se elas se mexessem um pouquinho, haveria de quebrar o ferrinho e ele seria cortado em pedaços. Roubou algum ouro e, depois de sair, retirou o ferrinho. As pás voltaram a rodar.
    Levou o dinheiro pra casa e era tanto ouro no castelo que ninguém deu pela falta.
    E assim foi, durante muito tempo. Ele ia, parava a roda, entrava e roubava e tudo ficava tal e qual, indo pra casa.
    Aconteceu que certa vez o pai quis roubar com ele. Ele disse que não porque era muito perigoso. O pai tanto teimou e tanto insistiu que ele resolveu levar.

leia mais

 

canção 24. pequena ode...

A ditadura da burrice 12: PEQUENA ODE AOS DONOS DO PODER

Nota: Com estes versinhos, termino a categoria Canções do Protesto Inútil, letras de canções feitas entre 1973 e 1983. Descartei algumas, por excesso de pieguice.

Um
dois
três

vermes
gatos
burros

gorilas
raposas
lombrigas

jararacas
percevejos
pernilongos

rinocerontes
jaguatiricas
suçuaranas

marimbondos
gafanhotos
dinossauros

morcegos
serpentes
hienas

tigres
lobos
porcos

três
dois
um.

(que me perdoem os bichinhos!)

Curitiba, outubro.1978

Atualizado em ( 07 - 06 - 2010 21:31 )

 

gil vicente 19.auto da india

FARSA CHAMADA AUTO DA ÍNDIA (1519)
                                    Lemos
Resumo: A Ama está chorando. A Criada acha que é porque o marido está de partida para as Índias. Não! É o contrário, pois dizem que já não vai. Mas ele se vai e ela fica, "em maio, quando o sangue novo atiça". Logo surge o Castelhano que acabou de saber que o marido se fora. Ele desfia uma sequência longa de frases exageradas, para mostrar sua paixão: "y ando un cuerpo sin alma, un papel que lleva el viento, un pozo de pensamiento, una fortuna sin calma". Ela não quer recebê-lo. E ele: "O mi vida y mi señora, luz de todo Portugal, teneis gracia especial para linda matadora". Ela combina um encontro à noite.  A seguir surge Lemos, cheio de gentilezas: Ela: "Jesu! tamanha mesura! Sou rainha, porventura?" Ele: " mas sois minha imperadora". Ele despacha a Criada, para que vá as compras e traga vinho e comida. Enquanto Lemos faz a corte, o Castelhano  grita do lado de fora da janela. A Lemos, ela diz que é o irmão que está lá fora. Ao Castelhano, ela manda que se vá. Ele ameaça, fanfarrão: "Quiero destruir el mundo, quemar la casa, es la verdad, despues quemar la ciudad". A Ama controla os dois. Quando volta o marido, ela dissimula, fala de suas saudades e rezas e jejuns. Ele narra os perigos da viagem. Vão-se a ver a nave.


GV042. Lemos
Quem vos anojou, meu bem,
Bem anojado me tem.
(canta João Batista Carneiro)

Atualizado em ( 08 - 07 - 2010 09:11 )

leia o comentário

 

canção 23.coro das criancinhas...

Canções Diversas 07: CORO DAS CRIANCINHAS DO GUIA (*).

(Ele)
Um pouco reumático,
Às vezes, asmático,
Com problema hepático,
Mas sempre simpático.

Ando fatigado,
Não tenho audição.
Mas a minha alma se agita.
Bem descompassado
O meu coração.
Mas ele ainda palpita.

(Ela)
Me chamam lunática,
Sou só sistemática.
Meio sorumbática,
Mas sempre simpática.

Com o corpo cansado,
Já me treme a mão.
Mas a minha alma se agita.
Vai debilitado
O meu coração.
Mas ele ainda palpita.

(Um outro)
Vigor problemático,
Às vezes apático.
Um tanto homeopático.
Mas sempre simpático.

Todo enferrujado,
Com pouca visão.
Mas a minha alma se agita.
Tenho safenado
O meu coração.
Mas ele ainda palpita.

(Uma outra)
Sou melodramática
E nada pragmática.
Talvez problemática,
Mas sempre simpática.

Sempre com cuidado
Com a alta pressão.
Mas a minha alma se agita.
Quase aposentado
O meu coração.
Mas ele ainda palpita.

(Todos)
Bem policromáticos,
E muito aromáticos,
Nunca dogmáticos,
Nós somos simpáticos.

Nosso requebrado
Tem muita emoção,
Pois nossa alma se agita.
Gritamos num brado:
Viva o coração!
Pois ele ainda palpita.


* GUIA: Grupo União de Irbiários Aposentados: Associação dos, como eu, aposentados do IRB-Brasil Re. A canção foi feita para uma peça infantil, em 1985. Fiz atualizações.

Atualizado em ( 07 - 06 - 2010 21:30 )

 

Dante Alighieri - Vita Nova 01. A ciascun'alma...

Dante Alighieri - Vita Nova 01.
A ciascun'alma presa e gentil core... (soneto)


Nota: O livro Vita Nova (Vida Nova) de Dante Alighieri (1265-1321) é considerado por muitos o primeiro romance italiano, ainda que não tenha a tradicional trama romanesca. Apresenta uma sequência de 31 poemas entremeados por comentários e explicações sobre cada poesia, enquanto o autor narra como conheceu Beatriz, ela com oito anos, ele com nove, até a morte dela. Na verdade Dante só a viu duas vezes. Tanto ele como ela se casaram com outra pessoa. O amor de Dante é, portanto, absolutamente platônico, repete o idealismo dos poetas provençais, para quem a dama amada é uma figura inatingível. Dante pertencia a um grupo de poetas "modernos", que criara o "dolce stil nuovo", doce novo estilo, com o qual pretendiam um equilíbrio formal, sem excessos nem artifícios.
    Ao final do livro Dante diz ter tido uma visão maravilhosa sobre a qual deve se calar. E acrescenta que levará o resto da vida preparando-se para falar de sua dama "o que jamais foi dito de nenhuma outra". Com efeito, no seu prodigioso poema cósmico A Divina Comédia, Beatriz é quem o conduz na parte final do Purgatório e nas paisagens do Paraíso.

a. A Morte (retrato)
b.
    A ciascun'alma presa e gentil core
nel cui cospetto ven lo dir presente,
in ciò che mi rescrivan suo parvente
salute in lor segnor, cioè Amore.
    Già eran quasi che atterzate l'ore
del tempo che onne stella n'è lucente,
quando m'apparve Amor subitamente,
cui essenza membrar mi dà orrore.
    Allegro mi sembrava Amor tenendo
meo core in mano, e ne le braccia avea
madonna involta in un drappo dormendo.
    Poi la svegliava, e d'esto core ardendo
lei paventosa umilmente pascea:
appresso gir lo ne vedea piangendo.

(canta Kowalski)

Atualizado em ( 26 - 05 - 2010 01:02 )

 
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