Dante Alighieri - Vita Nova 04. Morte villana...
Morte villana, di pietà nemica... (soneto)
Morte villana, di pietà nemica,
di dolor madre antica,
giudicio incontastabile gravoso
poi che hai data matera al cor doglioso
ond'io vado pensoso,
di te blasmar la lingua s'affatica.
E s'io di grazia ti voi far mendica,
convenesi ch'eo dica
lo tuo fallar d'onni torto tortoso,
non però ch'a la gente sia nascoso,
ma per farne cruccioso
chi d'amor per innanzi si notrica.
Dal secolo hai partita cortesia
e ciò ch'è in donna da pregiar vertute:
in gaia gioventute
distrutta hai l'amorosa leggiadria.
Più non voi discovrir qual donna sia
che per le propietà sue canosciute.
Chi non merta salute
non speri mai d'aver sua compagnia.
(cantam Graciano Santos e Jorge Teles)
Atualizado em ( 30 - 07 - 2010 13:35 )
gil vicente 23.farsa de inês pereiraFARSA DE INÊS PEREIRA (1523) Atualizado em ( 26 - 07 - 2010 11:03 ) conta outra vó 13.o padre
O Padre
![]() Nota: A segunda novela do Decameron de Boccacio (1313/1375), entre algumas outras, mostra a devassidão no comportamento dos religiosos católicos no século XIV. Parece que nem a contra-reforma conseguiu alterar a moral de muitos padres. Esta historinha, na verdade uma debochada anedota, exemplifica, de modo cru. um tipo de comportamento clerical que floresceu (ou espinhou) até metade do século passado. Muito disso é resultado de um costume da maioria das famílias com algumas posses: um dos filhos era destinado ao sacerdócio, desrespeitando-se individualidades e vocações. A vítima era a última a manifestar alguma vontade. Era uma vez um padre muito sem-vergonha. Quando ele ia confessar as mulheres, ficava perguntando indecências pra elas. Mas ele preguntava de um jeito muito matreiro, que mais parecia que era mesmo confissão. Aí, quando ele entendia que a mulher tinha pecado contra o marido, ele conversava e conversava e acabava dando um jeito de seduzir a coitada. Umas gostavam e acabavam se acostumando, de jeito que nas confissões aconteciam outras coisas. E assim ele ia vivendo. Aconteceu de mudar praquela cidade uma mulher casada com um viajante. Ela era muito bonita. No sábado foi à igreja e se apresentou pro padre, que queria confissão. Na verdade o que ela contou foi um bocado de pecadinhos bobos. Ele mandou que ela rezasse ave-maria e credo e ela foi embora. Mal sabia a coitada que tinha acendido os desejos na alma do padre pecador. Naquela noite ele não conseguiu dormir. Só pensava na mulher bonita e virtuosa e resolveu que teria que dormir com ela porque se não ia ficar maluco. Atualizado em ( 21 - 07 - 2010 07:42 ) o teatro das maravilhas - cervantes
O TEATRO DAS MARAVILHAS, de Miguel de Cervantes
![]() Esta tradução adaptada foi feita especialmente para a turma da oitava série da Escola Raphael Hardy, no ano de 1974, tendo sido apresentada no palco da Biblioteca Municipal, a 31 de outubro de 1974, e no palco do Centro de Criatividade de Curitiba a 10 de novembro do mesmo ano. Esta postagem apresenta três partes: na primeira, o texto da peça; na segunda, entrevista feita pelo jornal O Estado do Paraná, publicada em 17 de novembro de 1974, página 27, incluindo, na parte final, os comentários feitos pelos alunos que participaram; na terceira, como curiosidade, cópia do selo da Censura Federal de Brasília e de trecho do texto cortado pela mesma, com uma pequena nota explicativa de como era a via-crucis da cultura brasileira durante a ditadura militar, que atingia, inclusive, atividades curriculares. ************************ Primeira parte: O Teatro das Maravilhas (Entremés del Retablo de las Maravillas) Personagens: ZÉ PIMENTA, MARIA ANGU, NANICO, PREFEITO, VICE-PREFEITO, DELEGADO, ESCRIVÃO, PANCRÁCIO REPOLHO, JOANA CASTRADA, SOLDADO. ZÉ PIMENTA: Não se esqueça do que combinamos, Maria Angu. Tudo tem que dar certo. MARIA ANGU: Sempre trabalho do mesmo jeito: muita memória, muita cuca. Mas me diga uma coisa, Zé Pimenta: pra que serve esse tal de Nanico que você contratou? Nós dois juntos não damos conta do recado? ZÉ PIMENTA: Precisamos dele pra tocar música nos intervalos entre uma e outra figura. MARIA ANGU: Maravilha será se não nos jogarem tomate e ovo podre por causa dele. Nunca vi um sujeito tão desajeitado. (entra Nanico) NANICO: Vamos representar nesta cidade?, senhor. Estou louco para mostrar pros senhores que não me tomaram apenas como carga. ZÉ PIMENTA: Quatro de você não dão nem um terço, quanto mais uma carga inteira. MARIA ANGU: Se você for tão músico quanto é grande, estamos fritos. NANICO: Acho que me darão um papel pequeno porque sou miúdo. ZÉ PIMENTA: O tamanho do papel será de acordo com o seu tamanho. Será invisível. MARIA ANGU: Parece que chegamos no vilarejo. E estes que vêm ao nosso encontro devem ser o prefeito e seus ajudantes. Vamos cumprimentá-los com adulação, mas não muita. (entram o Prefeito, o Vice, o Delegado e o Escrivão). ZÉ PIMENTA: Beijo as mãos de Vossas Senhorias. Quem dos digníssimos é o Senhor Prefeito? Atualizado em ( 17 - 07 - 2010 14:34 ) gil vicente 22.comédia de rubenaCOMÉDIA DE RUBENA (1521) Resumo: Cena primeira: Um prólogo, como no teatro latino, anuncia a narrativa. Rubena foi engravidada por um jóvem clérigo. Ela apresenta um triste monólogo sobre a sua situação ("mais dói o arrependimento que a dor do parto"). Sua criada traz uma parteira que nos brinda com sortilégios facilitadores do parto ("Dizei tres vezes passinho: o verbo caro fato he: dou-vos a San Sadorninho..." A parteira faz vir uma Feiticeira para que cuide dela, escondendo assim o parto do pai de Rubena. Diabos, a mando da Feiticeira, levam Rubena à montanha. Ali ela dá à luz uma menininha, Cismena.
Atualizado em ( 14 - 07 - 2010 14:02 ) |
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